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Início » 2014 » Julho » 29 » CAUDECTOMIA OU CORTE DE RABO
1:19 AM
CAUDECTOMIA OU CORTE DE RABO

Nossa veterinária não realiza caudectomia nem onicectomia!Ela era realizada por veterinário com anestesia local até o 5 dia de nascido e tratado com Rifocina no local evitando contato do filhote com terra e sujeira.

Todas aninhadas a partir de 2011 são vendida com rabinho e isto tem motivo: a fiscalização e denúncias...

O Conselho Federal de Medicina Veterinária institui normas regulatórias por meio da Resolução nº 877, publicada no Diário Oficial da União em 19.03.08, visando disciplinar, uniformizar e normatizar as cirurgias em pequenos animais e em animais silvestres.

Esta proibido cirurgias estéticas em animais de estimação como corte de orelhas (conchectomia) e cordas vocais (cordectomia) em cães e retirada das unhas nos gatos (onicectomia), além do corte de asas em animais silvestres.

TRANSCRIÇÃO PARCIAL DA RESOLUÇÃO CFMV Nº 877, DE 15/02/2008, EM VIGOR A PARTIR DE 19/03/2008:

CAPÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1o Instituir, no âmbito do Conselho Federal de Medicina Veterinária, normas regulatórias que balizem a condução de cirurgias em animais de produção e em animais silvestres; e cirurgias mutilantes em pequenos animais.

Art. 2o As cirurgias devem ser realizadas, preferencialmente, em locais fechados e de uso adequado para esta finalidade.

Art. 3o Todos os procedimentos anestésicos e/ou cirúrgicos devem ser realizados exclusivamente pelo médico-veterinário conforme previsto na Lei no 5.517/68.


CAPÍTULO IV - CIRURGIAS ESTÉTICAS MUTILANTES EM PEQUENOS ANIMAIS
Art. 7o Ficam proibidas as cirurgias consideradas desnecessárias ou que possam impedir a capacidade de expressão do comportamento natural da espécie, sendo permitidas apenas as cirurgias que atendam as indicações clínicas.
§ 1o São considerados procedimentos proibidos na prática médico-veterinária: conchectomia e cordectomia em cães e, onicectomia em felinos.
§ 2o A caudectomia é considerada um procedimento cirúrgico não recomendável na prática médico-veterinária.

Art. 8o Todos os procedimentos cirúrgicos devem ser realizados respeitando o previsto nos Artigos 2o e 3o desta Resolução.
Código de Ética do Médico Veterinário (Resolução CFMV n° 722, de 16/08/2002), fala sobre condutas do veterinário e que se for infringido...

Multa de R$2 MIL reais por corte além de o CFMV aplicar (dependendo do caso):
CONFORME Publicada no DOU de 16/12/2002 Seção 1, pág. 162

Nos EUA e Europa, a prática de corte por estética já esta praticamente erradicado, só nos resta conscientização do povo brasileiro na hora da compra.

Obrigada pela compreensão de todos!

 

Por que cortar o rabo de seu cachorro é uma péssima ideia

Existem várias maneiras dos seres humanos compreenderem as intenções e sentimentos dos cães: através de seu latido, da maneira como inclinam a cabeça, do movimento de suas patas dianteiras, e, é claro, da abanação frenética de sua cauda.
A maioria dos proprietários de cães sabe ler seus companheiros caninos muito bem, graças a esses sinais. Não é nenhuma surpresa, portanto, que a prática de cortar a cauda de cães (caudotomia) tenha um efeito profundo sobre sua capacidade de se comunicar – e não só conosco, mas também (e principalmente) com outros cães.
Um estudo recente publicado na revista PLOS notou que a falta de uma cauda longa pode afetar seriamente a vida social de um cão.
Segundo a autora Emily Anthes, esse procedimento bárbaro de cortar vários centímetros da cauda de um cachorro, muitas vezes sem anestesia, pode também dificultar a sua capacidade de transmitir suas intenções para outros cães.
Anthes reviu uma pesquisa conduzida por biólogos da Universidade de Victoria, do Canadá, em que os cientistas procuraram por anomalias comportamentais potenciais causadas pelo comprimento da cauda de um cão.
Os pesquisadores usaram um cão robótico caracterizando um com uma cauda longa e curta, e o expuseram a 492 cães em um parque.
Além docomprimento da cauda variável, o cão robótico foi feito para abanar a cauda ou mantê-la parada. Assim, há quatro diferentes condições em que o cão robótico foi apresentado a seus “colegas”: cauda curta parada, cauda curta abanando, cauda longa parada e cauda longa abanando.
Os pesquisadores documentaram e estudaram as várias maneiras que os cães sem coleira interagiram com o cão robô.
A primeira coisa que eles notaram foi que os cães menores quase sempre se aproximavam com cautela do cão robô. Já entre cães de tamanhos iguais ou maiores, diversos comportamentos interessantes surgiram.
Estes cães eram mais propensos a se aproximar do modelo robótico quando ele tinha uma cauda longa em movimento. Nesse caso, eles interagiram com o robô 91,4% do tempo.
Isso faz sentido porque a longa cauda era flexível: o movimento simulado pareceu se assemelhar ao de uma cauda balançando de um cão real. Este tipo de movimento solto é muitas vezes visto um convite para se aproximar, brincar; um sinal social de que o cão com a cauda abanando não é uma ameaça ao outro cão.
Por outro lado, um cão com a cauda perfeitamente parada não está emitindo esses óbvios sinais de “vem cá brincar”. Os cães de grande porte se aproximaram do cão robô com uma longa cauda parada com uma frequência significativamente menor: 74,4% do tempo.
Quando os pesquisadores trocaram a cauda longa pela curta, estas preferências desapareceram.
Cães grandes abordaram o robô de cauda curta abanando com quase a mesma frequência que abordaram o cão com a cauda imóvel (85,2% e 82,2% das vezes, respectivamente).
Isso sugere que os cães eram menos capazes de discriminar uma cauda que está sacudindo brincalhona de uma cauda parada quando a cauda é curta.
A conclusão do estudo é que os sinais transmitidos por diferenças em movimento são mais eficazmente transmitidos pelos cães quando sua cauda é longa.
Os cães de grande porte também foram duas vezes mais propensos a pausar enquanto se aproximavam do cão de cauda curta,  talvez usando esse tempo para tentar decifrar se deviam continuar se aproximando.
Isso significa que os cães ficaram confusos sobre as intenções do cão robótico quando sua cauda era muito curta.
Consequentemente, os cães que têm seus rabos cortados estão em uma situação similar – condição que provavelmente induz um estresse e incerteza significativos em suas vidas sociais.
Estética = mutilação
A caudotomia e outros procedimentos para modificar um cão por motivos estéticos, e não de saúde, não são recomendados.
Em 19 de março de 2008, o Conselho Federal de Medicina Veterinária do Brasil proibiu especialistas de realizarem cortes de orelhas para fins estéticos. A caudotomia ainda é possível, embora já seja banida em diversos países, como Áustria, Bélgica, Croácia, República Checa, Estônia, França, Grécia, Hungria, Islândia, Holanda, Noruega, Polônia, Escócia, África do Sul, Suíça e
outros.
Segundo Mário Marcondes, diretor do Hospital Veterinário Sena Madureira, a cauda é uma “extensão” da coluna vertebral e é uma parte bastante sensível do corpo do animal, e qualquer corte estético é uma simples mutilação.
Embora o padrão de muitas raças recomende o corte (como rottweiler, por exemplo), a caudotomia não é obrigatória. Cães com cauda íntegra podem ter pedigree e participar de exposições do mesmo jeito.
Muitos proprietários já estão optando por não fazer a caudotomia, que é o correto, segundo Marcondes, já que devemos considerar o bem-estar do animal antes da estética, além do seu direito de se expressar e se comunicar naturalmente conosco e com a sua própria espécie.

Acredito q mesmo com anestesia e nas melhores condições e risco pro filhotes e MAUS TRATOS, ainda mais de filhotes com 35 dias!! A Lei n. 9.605/1998 determina que a pena para quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais é crime com pena de 3 meses a um ano e multa. Veja o artigo 32 dessa lei: Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa § 1º – Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. § 2º – A pena é aumentada de um sexto a um terço se ocorrer morte do animal. So Deus pra proteger os aninais de seres deste tipo que enganam e mente pra conseguir o q quer. Cuidado pessoal do Rj com certos veterinários!!

Natasha Romanzoti 

Hype Science

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